Se existe um lugar que carrega consigo a história de Santiago do Chile, esse lugar é a Catedral. Desde a fundação da cidade, no dia 12 de fevereiro de 1541, Pedro de Valdivia planificou essa igreja. Localizou-se em uma modesta construção que, mais tarde, seria arrasada pelo ataque indígena de Michimalonco, no dia 11 de setembro do mesmo ano. Dai para frente, sofreu uma serie de desastres, tanto naturais como provocados, entre eles incêndios e terremotos que deixaram a disposição do gosto estético dos bispos e arquitetos de turno, mudando várias vezes o tamanho, disposição e materiais.

Foi depois do terremoto de 1730 que se decidiu começar com a construção da Catedral como hoje nós conhecemos. Será o arquiteto Matias Vásquez de Acuña quem determinará que seus pilares sejam feitos de pedra para evitar a ação destruidora dos terremotos e quem será direto responsável pelas dimensões espaciais da catedral, tal como a gente conhece hoje; sua divisão em três naves, característica da basílica, e a mudança da sua disposição, localizando a entrada na Plaza de Armas. Matias Vásquez de Acuña morreu durante a construção desse edifício e foi substituído por Francisco Antonio de Barros, quem também deixou o projeto anos mais tarde.

Foi no ano de 1780 que a Catedral viveu a consolidação da sua estrutura, nas mãos do arquiteto mais importante da cidade, o italiano Joaquim Toesca. Seu trabalho era unir o trabalho realizado por Vásquez de Acuña aos seus planos com ideias inovadoras que trazia desde a Europa e que deram ao edifício o forte aspecto neoclássico. Morreu antes de ver terminado o edifício, dando lugar, novamente, a uma série de arquitetos que realizaram diferentes mudanças e modificações.

A transformação mais importante da catedral, e que se mantém até hoje, esteve a cargo de outro italiano, Ignazio Cremonesi, quem no ano de 1898 remodelou a fachada leste do templo em direção da Praça de Armas, respeitando assim o trabalho realizado por Joaquim Toesca. Cremonesi construiu as duas torres sobre a nave central, revestiu muros de pedra desnuda com tijolos e cal, ampliou as pequenas janelas para dispor nelas o trabalho de vitral que hoje conhecemos e construiu a abóbada de canhão da nave central, derrubando o antigo teto de madeira. Graças a ele, hoje podemos observar o precioso trabalho de moldura, cornijas e medalhões da abóbada, além do trabalho em pintura fortemente influenciado pela pintura Italiana.

Onde está?

Plaza de Armas S/N, Santiago.

Como chegar?

Estação do metro Plaza de Armas, linha 5 (verde).

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