(Algo que você deve saber antes de decidir qual vinho comprar)

O mundo do vinho vinha comentando fazia tempo: um dos críticos mais influentes do mundo, segundo a Forbes, e editor durante três décadas da famosíssima revista Wine Spectator, estava visitando o Chile e em uma viagem intensa por nossa geografia vitivinícola, degustando mais de 700 etiquetas, com a finalidade de sondar, pontuar e determinar o estado atual do vinho chileno.

Especularam muito sobre suas marcas favoritas, até o ponto de alimentar uma certa mitologia. No entanto, a pergunta que não queria calar: algum vinho chileno conseguiria ao 100 pontos, à perfeição?


Todo mistério foi revelado quando finalmente a reportagem saiu, no seu próprio site, www.jamessuckling.com. Com o título “O tempo do vinho chileno é agora”, Suckling assegura que estamos vivendo hoje o melhor momento para comprar e experimentar o vinho chileno. Desse universo de 715 vinhos, a surpreendente quantidade de 601 eram merecedoras de mais de 90 pontos, os que falam de vinhos de qualidade superior, enquanto 41 vinhos obtiveram 95 pontos ou mais. Uma radiografia mais do que incentivadora da nossa vitivinicultura, que fala de um ótimo estado de saúde e da possibilidade de falar do Chile como um destino de vitivinícola de qualidade mundial.


Seu método é exatamente o mesmo utilizado pelo Wine Spactator. Uma prova a cegas dá 50 pontos ao vinhos denominados “defeituosos” para chegar aos cobiçados 100 pontos, que narram a história de um vinho excepcional.

Más, conseguimos essa façanha? Alguma de nossas garrafas entra naquela classificação que, para os produtores e especialistas fala, mais do que de vinhos e cifras, de poesia?
Sim, e em nada mais nada menos do que em três etiquetas. Novamente o indescritível Clos de Apalta 2014 da Lapostolle chegou aos níveis mais altos do vinho mundial, depois de sua façanha de 2005, quando foi premiado como o melhor vinho ícone do mundo. Com 100 pontos também encontramos o “Seña” 2015 da vinícola Chadwick, que cada ano alcança cotas de perfeição em seus vinhos, e “Almaviva” 2015, da famosa vinícola de mesmo nome, que surgiu através da associação da Concha y Toro e a bodega francesa Baron Philippe de Rothschild.

Suckling acrescenta que não são vinhos baratos. Que falamos de vinhos que se destacam por suas frutas, por seus caninos, de vinhos equilibrados e complexos. É importante destacar que tanto “Seña” quanto “Clos de Apalta” estão elaborados a partir de uvas biodinâmicas, o que não é aleatório, já que, segundo Suckling, “Chile talvez seja o maior produtor de vinhos e de vinhedos cultivados organicamente e biodinâmica.”

Outro ponto a destacar é a relação preço/qualidade, que Suckling observa: “garrafas chilenas de alta classificação que custam U$15 a U$30 nos Estados Unidos podem competir facilmente com seus homólogos europeus ou californianos que custariam entre três e quatro vezes mais.”

Então, poderá ir embora do Chile, sem levar na mala algumas garrafas de vinho?

Quanto custam?

Seña, 2015, Viña Chadwick, 165.000 clp aproximadamente
Almaviva 2015,  160.000 clp aproximadamente
Clos de apalta, 2014, Lapostolle, 150.000 clp aproximadamente

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