Somente quem já passou por isso, pode entender a sensação, inclusive física, de saber que acabou de ser roubado. Olhar na cadeira e ver que a bolsa não está onde deixamos, colocar a mão no bolso e não encontrar o celular, devem ser umas das experiências mais estressante possível. Agora, se isso acaba de acontecer em um país que não é o nosso, que fala uma língua diferente e em plenas férias, então essa agonia se multiplica.

Trabalhando com turismo, muitas vezes já tivemos que assessorar pessoas que foram roubadas e orientar-las com respeito aos passos a seguir, e o que observamos é que existe um fator comum, em todas as experiências, sempre foram vitimas do que chamamos aqui de “descuidistas”, quer dizer, pessoas que circulam por lugares que têm alto movimento turístico para aproveitar a oportunidade de furtar, silenciosamente, objetos de valor. É muito raro escutar relatos de pessoas que tenham sido intimidadas ou assaltadas com força bruta. Afortunadamente (se é que se pode ter sorte em uma situação dessas), o Chile é um país relativamente seguro, onde os ladrões ainda sentem medo, por isso recorrem à esse tipo de furto quase sempre. Mesmo assim, é fundamental ter em conta as seguintes medidas preventivas:

* Usar a mochila sempre à frente, onde possa vê-la. Já escutei relatos de pessoas que andavam tranquilamente no metrô, até que descobrem que a mochila foi aberta ou rasgada.

* Não deixe o telefone em lugar que o acesso seja fácil. Um celular no bolso de trás da calça é como um letreiro piscando “Peque meu telefone”. em um bolso do casaco ou na bolsa, em algum bolso com zíper de preferência, seu celular estará a salvo de um tipo de ladrão que tem costume de roubar esse tipo de artefato, inclusive das mãos da vitima, e sair correndo.

* Não deixe a bolsa e nem seus pertences fora do seu alcance de visão. Parece óbvio, mas imagine: Estamos viajando e com isso a típica síndrome consumista que temos quando viajamos, já gastamos todo o limite do cartão de crédito e, precisando de um descanso, nos sentamos depois de cinco horas de shopping para tomar um café e comer um sanduíche na praça de alimentação… Nessa loucura de compras, sempre há algum momento que nos descuidamos das nossas coisas. Isso inclui não deixar coisas no carro também.



* Prefira sempre Uber ou Cabify, não pegue táxi. Infelizmente, no Chile, assim como em outros países, pegar táxi é sinônimo de roubo e estafa. Pode conhecer minha experiência aqui.

É importante ressaltar que, em 10 anos que vivo em Santiago, nunca fui furtada, nem roubada na rua, nunca furtaram meu celular e nem vivi uma situação de risco. Santiago é seguro, mas o que realmente faz a diferença, é ficar atento e ter o autocuidado.

Agora, se já teve a má sorte de ser roubado, te aconselhamos o seguinte:

* Recorra ao primeiro policial que encontrar na rua. Nossos carabineros são os mais confiáveis da América Latina, e por isso, muito respeitados por todos os chilenos. Sempre poderão te auxiliar.

* Faça um boletim de ocorrência. para isso, os mesmos carabineros que encontrar fazendo a ronda, poderão te ajudar a encontrar a delegacia mais próxima. Caso contrário, no mesmo número informado acima, pode informar sua localização e eles te darão a informação de quais delegacias podem te ajudar. Não se esqueça de bloquear seus cartões de crédito imediatamente, para evitar o uso indevido.

* Se você também perdeu o documento de entrada no país, o papel da PDI, você precisa ir até a sede da PDI na Rua Eleutério Ramirez, 852, fazer um BO e pegar uma segunda via do papel, para que possa apresentar no aeroporto quando sais do país.

* Caso seu documento também tenha sido levado, depois do BO na PDI, você precisa entrar em contato com o Consulado do Brasil, para que eles possam emitir um documento que autorize sua saída do país e a entrada no Brasil quando chegar.

Consulado do Brasil em Santiago


Rua Los Militares, 6191 (esquina com Av Manquehue)
Metrô Manquehue
Tel: 22820-5800
Plantão: 99334-5103 (emergências para brasileiros)

 

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