Procurando cafeterias em Santiago do Chile? Visite o Café Millefluer, a eternidade de Paris em Santiago.

Gosto de parar naqueles lugares que me propõem uma viagem. Não somente para voltar àqueles lugares onde fui feliz, mas também para estar, mesmo que seja na ficção, naqueles postais que vi em livros, nos filmes, nas fotos de alguém…
Nunca por acaso estivemos na Índia, para comer um curry, ou inclusive ao abrir um pequenos frasco de garam masala? Nunca percorremos o Paquistão (ou a ideia que temos dele), ao beber uma xícara de chá?
Me divirto com isso. Exploro os limites de tudo o que posso imaginar.

E nisso estava, no exercício de tirar fotos para o blog, quando me deparei com esse lugar, do qual já havia escutado falar. Me surpreendeu sua estética impecável, seu desejo de luxo parisiense, da hora do chá, a sensação vívida de que foi criado por alguém que, assim como eu, queria voltar a viajar, sem pegar um avião.
E assim foi, porque por trás desse projeto está Sergio Echevarría, um destacado arquiteto e decorador com vários projetos com sua assinatura no mundo da hotelaria. Quando le falaram dessa ideia, ele pensou em um bistro localizado em um dos mais glamurosos bairros da capital santiaguina e pensou em Paris, no encanto da sua famosa “Rivera Direita”. então dispôs mesas de bronze com bordas douradas, toalhas verde menta, cadeiras em cores pasteis que mandou pedir diretamente na mais clássica fábrica parisiense, a Maison Drucker, uma ampla vitrine de bolos, que são elaborados pela casa, a cada minuto, o que garante que sempre estejam crocantes e frescos. Luminárias de cristal de sonhos, espelhos eternos que flertam com a pretensão megalomaníaca de Versalles, são a dose perfeita de uma beleza que transita entre excesso e moderação.

Evidentemente antes de sequer questioná-lo, já estava sentada, escrevendo isso, com uma xícara de chá (2.400 clp a chaleira) e uma porção de macarons (1.980 clp os três) de fatura bastante elegante. Embora faltasse mais prolixidade no recheio, a massa era suficiente para qualificar como um bom macaron. Pedi também uma tarta de pêra (3.400 clp) doce típico francês, cuja graça está na massa, que deve ser sempre de farinha de amêndoa, por tanto húmeda e delicada ao paladar, oferecendo uma resistência mínima. Cumpria de sobra. Além disso, essa enorme quantidade de doces e bolos belamente expostos, sem um vidro intermediário, dá uma sensação de acessibilidade de chegar e pegar, de querer comer.

A luz, o calor, as sombras francas que são também decorativas, os reflexos das coisas, da pessoas que são intuídas, que se esqueceram do tempo, em uma pausa dessas que nos damos quando sentimos que merecemos algo além da monotonia do cotidiano, são elementos que abraçam, que contém e que nos permitem vermos desde fora, tão elegantes e tão impecáveis como o que nos rodeia.
Porque assim disse Escheverría. Que sua ideia era criar um café onde a gente pudesse comer, beber e “ser visto”. Não é esse por acaso o maior pecado e também a maior virtude da vaidade?
Não vá sem provar o sanduíche “Croque Monsieur” (5.900 clp), também um clássico francês, que consiste em presunto, queijo gratinado e molho mornay, bem similar ao bechamel e que é suficientemente contundente para substituir um almoço.

Onde está? No Shopping Casa Costanera em Santiago do Chile.

 Conheça clicando aqui a rota do chocolate  quente de Santiago. 

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