Me internei da pior maneira possível. Estava recém chegando da Europa, com a felicidade de viagem e de telefone novo, porque no meio do caminho, quando estava na Espanha, o meu decidiu pifar de vez. Então, fiz o que quase todo mundo faz; o avião pousa e em um gesto automático, troquei o chip do meu celular e liguei ele, esperando ansiosa ver ele cheio de risquinhos, marcando sinal ao máximo, com aceso ilimitado, como promete minha companhia de telefonia móvel. Foi então que aconteceu o inesperado. Nem risquinhos, nem sinal, nem companhia, nada. O telefone ligava, mas não podia executar nenhuma ação nele. Então chegando em casa, liguei (de outro celular), para a mencionada companhia. Um jovem sem vitalidade na voz me conta as “más” novas e aparece pela primeira vez a palavra “homologar” nesta história. É que, até o momento, era muito fácil. Você é turista, chegava ao Chile e comprava um chip nacional, instalava e era mais um de nós. Outro telefone móvel operativo no meio de toda manada.

Mas as coisas mudaram, e desde 23 de setembro de 2017 é necessário realizar uma inscrição administrativa para que seu novo chip funcione, uma inscrição que é realizada por empresas delegadas pelo governo para esse fim.

A versão oficial indica que o objetivo dessa medida é garantir que todos os telefones contem com o Sistema de Alerta Temprana, sistema que envia mensagens alertando sobre possibilidades de tsunamis, erupções vulcânicas, tremores de maior intensidade, enfim, qualquer contingência que necessite a massificação da informação.

Assim fiz, entrei no link de uma das empresas que realiza o serviço, e depois de anexar a nota fiscal do produto (também serve um comprovante de compra onde apareça o IMEI do equipamento), tive que esperar um pouco mais de uma semana para poder ter meu telefone operativo outra vez.


Complicado, o que mais posso dizer? E eu não devo ser a única que opine o mesmo, tanto que a medida teve que ser adiada por um “difícil começo”, segundo indicam as autoridades. Mas, adiada até quando?

Me comuniquei com a SUBTEL, órgão que regulamenta a telefonia no Chile, e depois de ser transferida para vários funcionários, uma jovem (dessa vez com mais energia que o anterior), me indicou que a regularização foi adiada até final de maio, porque estão realizando “mudanças no regulamento”. Com isso, se vai realizar sua viagem ao Chile, pode adquirir um chip e instalar em seu telefone com a certeza de que, pelo menos até os últimos dias de maio, ele funcionará perfeitamente. O que acontecerá depois? Não existe muita informação à respeito, mas com certeza assim que tivermos clareza, te contaremos.

Clica aqui se quer conhecer a lista de empresas que realizam o serviço de homologação. Esse serviço não tem custo, mas somente a primeira vez que realiza, no prazo de um ano. A partir da segunda vez, pode haver um custo de vai de USD 3 a USD 15, aproximadamente.

Para realizar a homologação, você precisa:

– Nome completo, identidade (RUT) ou passaporte, série IMEI do seu aparelho. Imprimir, preencher, assinar e enviar escaneado ou fotografia do formulário que encontrará disponível na página da empresa que decida usar para realizar o trâmite. Enviar escaneado ou fotografia do documento de identidade, assim como o documento da série IMEI e comprovante que a aquisição do aparelho foi adquirido no exterior.

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